sexta-feira, 28 de junho de 2013

Os dias que vieram depois '

Como falar de dias tão cinzentos como esses? 
Como eu já tinha ouvido uma vez : " o dia seguinte é sempre pior" . E realmente, foi assim !
Quando acordei fiquei pensando se tudo aquilo tinha mesmo acontecido ou se era um sonho ( pesadelo!) . 
Mas, infelizmente era verdade... 
Fiquei meio sem saber o que falar para meus pais.. Vê-los daquele jeito, tão tristes... Eu realmente não sabia o que falar. E foi daí que eu percebi que teria que ser mais forte do que aquilo, meus pais precisavam de mim, e eu nao podia desabar logo agora .  Então, tirei forças sei lá de onde, e fui tentando passar consolo para eles. Mas as lembranças, ah as lembranças! Essas maltratam ! 
Sabe o que é você olhar para toda a casa e ver a pessoa em todo lugar? É assim que está sendo ! 
Em acontecimentos assim parece que todo o resto perde a importancia, o sentido.. Pois tudo que eu conseguia pensar era : isso aconteceu mesmo? 
Nunca vi coisa pra machucar mais do que essa ausência física ! Oh coisinha danada !
Uma coisa é você morar longe de algumas pessoas ( como é o caso do meu irmão Tony), mas você sabe que pelo menos vão voltar a se ver, nas férias, em qualquer dia. Outra coisa é essa ausência causada pela morte.  Assim como a única certeza que nós temos é que um dia todos vão partir, a morte também nos traz a certeza que não veremos mais quem morreu ( pelo menos nesse plano, não).

E assim , já passaram-se longos e dolorosos 20 dias.
20 dias que eu não tenho mais a oportunidade de ouvir meu irmãozinho, de fazer zoações com ele, até de brigar.. É  a gente brigava, mas não se passava 5 minutos com raiva um do outro. 
Como isso tudo me faz falta...  Ah, faz ! 
Estando aqui, na cidade onde moro , é mais fácil lidar com isso ( aquela velha história de ter esperanças de quando retornar, encontrá-lo).. Mas, ao ir para casa de meus pais, a situação muda ! É comprovar o que mais quero negar ! 

Mas, já ouvi que isso um dia passa ! Que você se acostuma !  Hoje, eu não posso falar disso... 

(meu irmãozinho  está no meu coração, e pelo menos aqui ele jamais irá morrer ! )



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